O poder das palavras: construção ou destruição?
“Eu te amo.”
“Tudo o que você faz é sem valor.”
“Você é lindo.”
“Você é um fracasso.”
Palavras de amor. Palavras de dor. Palavras de solidão. Palavras de conforto.
Palavras, palavras, palavras. E, no entanto, quanta história elas carregam.
Você já ouviu algo assim? Já disse isso a alguém?
O espelho da responsabilidade
Sem culpa, sem autojulgamento, apenas com honestidade consigo mesmo, escreva ou diga em voz alta qual área da sua vida você tem deixado nas mãos de outra pessoa, do destino, da sorte, das circunstâncias ou de qualquer coisa que não seja você.
Em seguida, faça a pergunta: “O que depende de mim nessa situação?”
Este exercício quebra o padrão da vitimização e desperta a consciência da escolha. E escolher é fundamental. Ele me transformou profundamente, deixou para trás a versão que se via como vítima e me fez assumir o papel de autora de muitos dos meus próprios roteiros.
Quando você entende que passividade pode ser substituída por ação, algo muda completamente!
Motivação não aparece todos os dias
Se você está esperando acordar inspirado todas as manhãs para correr atrás dos seus objetivos, sinto dizer: essa é a receita perfeita para nunca chegar lá. Ninguém, absolutamente ninguém, sente aquela explosão de motivação todos os dias. Se fosse assim, atletas olímpicos não precisariam de rotina de treinos, escritores não enfrentariam páginas em branco, e todo mundo teria o corpo e a carreira dos sonhos. O que faz alguém levantar da cama, dia após dia, e continuar firme no propósito não é talento, inteligência ou sorte. E, definitivamente, não é aquela empolgação momentânea que vem com um vídeo motivacional. O nome disso é DISCIPLINA.
Adote o ainda
A partir de agora, preste atenção em como você fala consigo mesmo. Toda vez que um pensamento negativo surgir, como “Eu não consigo fazer isso”, pare e substitua pela versão com o AINDA. “Eu não consigo fazer isso ainda.” Pode parecer um detalhe, mas não é. O ainda muda a direção do pensamento. Ele impede que você transforme uma limitação momentânea em sentença final. Na linguagem da mente, esse tipo de ajuste faz diferença. Esse é um exercício da minha família e é um treino simples. Pode acreditar, muda o tom da conversa que você tem consigo mesmo.
Quem é você por trás das expectativas e das camadas que o mundo impôs? Quem é você quando ninguém está olhando?
Você sabe o que está sentindo agora? Não o que seria mais educado, espiritualizado ou funcional admitir. Estou falando do que realmente, honestamente… está aí dentro. Raiva? Inveja? Tédio disfarçado de calma? Alegria que não ousa se mostrar?
Às vezes, nem nós sabemos. E é por isso que “conhece-te a ti mesmo” é um desafio. E dos grandes!
Ocorre que não somos apenas os prisioneiros da nossa mente; somos também os guardas desta prisão. Não somos apenas as vítimas, somos também os algozes. E, se estamos criando bloqueios mentais, também podemos criar novos caminhos.